azlyrics.biz
a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 #

tamo vivo – dualidade lyrics

Loading...

[verso 1]
desse lado da cidade o que se vê é miséria e tristeza
dona maria que chora por não ter nada na mesa
a miséria da favela você não vê na novela
mídia mascarada da quebrada fez um conto de fadas
fecha com os vermes manipula a visão
é um bando de cuzão
joga irmão contra irmão
mascará o sistema diante de tanto problema
pregam igualdade mas o que se vê desse lado
da cidade a infelicidade
em um país onde a prisão vale mais que a educação
até quando vamos aguentar, isso vai ter que acabar
democracia e igualdade não tá no mesmo lugar

[verso 2]
não tá no mesmo lugar
eu não tenho nenhuma razão pra parar
não acreditar em mim só me da forças pra continuar
e me julgar sempre vão
mas nem ao menos me incomodar eles vão
eu to correndo atras dos meu sonhos
dormindo pouco pelo esforço, eu suponho
que você deve ta se perguntando
oque esse nego aqui ta pensando
mas tao grande é minha vontade
mais do que a taxa de mortalidade
de negros na minha cidade
paz é algo que não vai sair da pauta
porque eu tenho 20 anos e à vinte anos dela eu sinto falta
tão a frente do meu tempo que me sinto desatualizado
ao mesmo tempo me sinto preso ao p-ssado
tentando deixar mais que marcas de tênis no asfalto
e eu apago os meus rastros
correndo dos ratos
ratos que correm atras de mim
mas eu sempre vivi -ssim
dormindo tarde acordando cedin
pra no fim do mês consta aquele din din
respeito todos que me olham no olhos
respeito, amor e revolta são os meus votos
gosta de mim ótimo
se não? segue sua vida
fala de mais cuidado, vo te fazer uma colunoscopia
as vezes na noite eu só queria o dia
as vezes no dia só uma sombra eu queria
uma mensagem uma letra um refrão
ser ouvido é minha unica obsessão

[refrão 1]
dualidade, dualidade
são os dois lados
da mesma cidade

[verso 3]
certeza de se conter, se preservar fazer valer
expor pro mundo ver dentro de mim o saber
trazer cada palavra a se fazer valer
trabalhar e envolver um movimento a se desenvolver
e ver, onde vou parar, vários tem uma missão
e basta só acreditar, eu acredito
faço isso pelo improviso, de ver um sorriso
no rosto de quem admiro..
eu sei que tem dia que é só isso que eu preciso
correr pro abraço sem me esconder
esquece o medo de perder
caminhando junto com mundo, tendo o que é preciso ter
não fumei nada, mas…
são outras coisas que me tornam mais sagaz
nas idas e vindas, verdades vendadas
ai, não tá com nada, os dia que tu se encontra sem levada
querendo jogar a sorte nas pista ou nas quadradas
lembra do corre que fez na própria caminhada
é, tu pensa bem e vê que isso é furada
ao que a consciência pede, a subversão
nos momentos de ação
um homem falho como todos em busca de redenção
viver, sem desespero, com selo, é sem segredo
deixa pro seu próximo um nome no espelho, nego
pensa na vida como tem que ser vivida pra quem pode crer
que achara a saída diante de tudo que possa acontecer
mais que o resumo de sobreviver, perceber
que a vida ensina bem antes de tu poder aprender
sejamos a luz pra quem se encontra perdido no medo
tu vai descobrir que dualidade é estar vivo, sem segredo

[refrão 1]

[verso 4]
ae, to tranquilo, me chama pra queimar mato
mais não pra joga bola
onde tem maldade os nego não cola
p-ssa a bola, é -ssim que a banda toca
pra favela o estado, só fecha a porta, é foda
duck na missão, indo atrás de tocas
mais não damos sopa, tamo vivo não mosca
só destroça
r.a.t.o.s., cuidado
da ponte pra cá ótima policia é o caralho
ta ligado, são homens falhos como o fausto
i o cuzão do datena não representa os favelados
historinha de burguês, já to cansado
eu queimo o mato certo que me deixa relaxado
a rua sim, senti falta dos sábios
que pelos c-n-lhas, de suas casas foram arrastados
índios sim, são sábios, si prepara por que o que é teu
já ta guardado, já ta bolado, engatilhado na cara dos safados
me orgulho sim a ser descendente de escravizados
o rap ta ai, pra incomodar, os acomodados
da que a pouco bebe da pele parda ao invés de tapa é logo enquadro
maioridade penal, no, no favorável
ae boy, algum problema tio? problema é nóis pra porra do estado

[refrão 1]

[refrão 2]
desigualdade. desigualdade
só existe de um lado
dessa cidade