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c57 x rizz – mantém-te atento lyrics

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manhã pesada… tipo chapada abusada que bate com fé
faço-me à estrada no frio e no fio de fumo que segue ao café
e rumo ao rancor do bom dia, pois há que enfrentá-lo com o nó a apertar
o processo é antigo: tentar responder à pergunta “vai adiantar?”
já não me espanta que nada garanta, visto que tudo acresce perigo
ao que me encanta tento dar asas, invisto no que mexe comigo
para mim não há tachos para que o ouvinte possa fazer lei do que digo
com altos e baixos, eu p-sso de pedinte a rei e de rei a mendigo
vejo o cortejo, bengala e cartola, na escola talvez o lugar esteja vago
para ouvir dizer e ser encorajado a viver agarrado a um estágio não pago
clichê na crise, há trabalho a fazer mas falta sempre a guita para remunerá-lo
-“esquece o que eu disse, pois não há contrato se o estado não está disposto a sustentá-lo”
para todo posto há alguém a aceitá-lo, vai-se safando quem não se confronta…
problema que aponta? eles vão abafá-lo, só para meter mais uns zeros na conta
eu sou do contra mas profissional, identificando e curando sequelas
fecham-nos portas mas não faz mal, que nós aprendemos a abrir as janelas

é quanto custa e tens pagar se quiseres morar bem longe do mundo
sacode a casaca, porque é quando a raiva te ataca que tu bates fundo
sem ressentimento, viver é talento, há que reconhecer e crescer:
tu mantêm-te atento, mas vive o momento, que o medo é um alvo a abater

e ao anoitecer… há que prever, sonhando a derradeira conquista
tudo leva a crer que hoje em dia é grande asneira ser-se idealista…
de tantas batalhas secretas, temos cicatrizes que não transparecem
muitos sabem o nome. mas a nossa história já poucos conhecem
há que insistir e aprender a ouvir, mesmo que não o apeteça fazer, eu sei
melhor que ganhar é poder levantar a cabeça e dizer “eu lutei”
e ter a certeza que dei, que não cruzei os braços pr-nto a perder
o que mais importa é levantar de manhã com razão para viver
-ssisto e resisto, espero que acabe mais tarde, quem sabe a revolta me p-sse?
não me parece… que não me apetece nem tenho feitio para dar outra face
quero o meu canto, quero o meu espaço. não quero roubar o spot a ninguém
quero acalmar a pequena, dar-lhe um abraço e explicar “vai ficar tudo bem
que o amanhã vem, quer queiras quer não, o ontem pertence a quem se arrependeu!”
respiro fundo, sinto a monção e recordo a lição que o meu cota me deu:
a liberdade é sempre pertinente quando ela te tenta e de frente te ataca
a felicidade é uma droga potente e às vezes a mente lá sente a ressaca

é quanto custa e tens pagar se quiseres morar bem longe do mundo
sacode a casaca, porque é quando a raiva te ataca que tu bates fundo
sem ressentimento, viver é talento, há que reconhecer e crescer:
tu mantêm-te atento, mas vive o momento, que o medo é um alvo a abater